A Justiça aceitou, nesta sexta-feira (22), o pedido da defesa de Elizeu de Castro, acusado pela morte da esposa e do enteado de nove anos, para que seja realizado um exame de sanidade mental do réu. Uma audiência de instrução sobre o caso teve início às 14h e o pedido será avaliado pelo Complexo Médico Penal no prazo de 30 dias. Familiares das vítimas se reuniram em frente ao Fórum de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, para pedir justiça pelo assassinato dos parentes.


Além do exame, o advogado de defesa pediu a anulação da confissão do crime pelo acusado, já que ele estava sem representante legal na delegacia no momento do depoimento.

Família pede justiça pela morte de cantora gospel e filho de nove anos em frente a Fórum na RMC
O cunhado de Ivanilda, Melk Fernandes, afirmou em entrevista à Banda B que a família vai lutar para que o acusado pague pelo o que fez.

“A família espera que realmente se faça justiça. Eram pessoas jovens, na flor da juventude, e não queremos que venham com essa conversa de que foi um surto, o que no caso o acusado que cometeu esse crime está alegando”, disse Fernandes.


Laudo do IML
O advogado que defende a família das vítimas, José Igor Ogar, revelou à Banda B que foram identificadas nas mãos de Renan marcas de tentativa de defesa, o que provaria a agressividade do crime.

“Esperamos que o autor desse crime, uma pessoa cruel, venha de algum modo admitir a prática do crime, sem se furtar de explicar os motivos e razões. Essa criança foi brutalmente assassinada e tentou se defender, pois acabamos de receber informações de que suas mãos tinham ferimentos de defesa. O que prova mais ainda a agressividade e o interesse dele em produzir essa maldade”, argumentou o advogado.

Defesa
O advogado que representa o acusado, Elio Moreira, contou que neste momento Elizeu de Castro não vai falar.

“A gente entende a situação da família, realmente foi uma situação bastante lamentável, mas como todo o acusado ele tem direito de defesa. Hoje não vamos permitir que ele fale e vamos deixar pra fazer a defesa e a tese no Tribunal do Júri”, explicou Moreira.

O caso
O crime aconteceu na madrugada do dia 1 de setembro de 2021, na Nova Jerusalém, na Planta Deodoro, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. Morreram a facadas Ivanilda Magalhães, de 32 anos, e Renan de Magalhães Ribeiro, de nove. A filha de Elizeu e Ivanilda, de quatro anos, foi poupada e ficou trancada dentro de casa com os corpos.

Em entrevista à Banda B, no dia seguinte ao crime, o investigador Sérgio Klaar de Piraquara afirmou que o suspeito sofre surtos psicóticos e é usuário de drogas.

“O que a gente sabe é que o rapaz tinha surtos psicóticos e era dependente químico. Então, estamos caminhando com essa possibilidade, de um desentendimento, aliado a uma dependência química”, disse ele na ocasião.

O acusado está preso preventivamente desde três dias depois do crime. A prisão aconteceu na Avenida Wenceslau Braz, no bairro Guaíra. Elizeu estava usando drogas.

Ivanilda era cantora gospel e sempre falava de Deus nas redes sociais.

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