Após alta no preço da gasolina, movimento sumiu dos postos durante o final de semana

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Se a semana que passou foi de filas nos postos de combustíveis por causa de um novo aumento no preço da gasolina comum, o final de semana foi de estabelecimentos vazios. Como constatou nossa reportagem ao circular pela cidade, motoristas e frentistas concordam que, com a média do litro do combustível 1 real mais cara, o melhor mesmo é passar a andar a pé.
O frentista Adriano Martins, 27 anos, conta ter trabalhado durante o final de semana. No Posto Ipiranga em que ele trabalha, às margens da BR-116, só parava mesmo
quem estava com o tanque na reserva. “Colocam no máximo R$ 50 porque ninguém mais tem dinheiro”, opina. “A gente nota que só está saindo de casa quem realmente precisa”.

Diretor comercial de uma empresa em Cachoeirinha, Victor Hugo Pontes é um exemplo. O trabalhador de 35 anos necessita rodar bastante ao longo da semana. Costumava gastar R$ 360 a cada sete dias para encher o tanque. Agora, ele imagina que o gasto será bem maior. “Eu imaginava que iria subir, mas não tanto”, reclama. “Achei um absurdo o que fizeram. Não acredito que a guerra na Ucrânia explique a situação”.

A média nos postos de combustíveis na cidade varia em média dez centavos. Os preços vão de R$ 6,69 a 6,79 o litro do combustível comum. “Na semana passada a gente não parou um minuto, com todo mundo querendo abastecer e fazendo fila”, conta o frentista Carlos Dias, 38, trabalhador de um Posto Shell no bairro Rio Branco. “Só que o movimento sumiu do dia para a noite”.

O soldador Ronaldo Ristow, 24 anos, se viu obrigado a abastecer, na manhã deste domingo (13), após uma emergência. “Eu estava com a gasolina certinha para a semana, mas tive que levar a minha mãe para ver meu tio em São Leopoldo, no sábado”, relata. “Meu tio passou mal e esvaziei o tanque em uma só viagem. O negócio então é gastar de novo”.

Culpa do conflito no outro lado do mundo
A alta do combustível foi alavancada pela guerra na Ucrânia. Diesel e gás de cozinha também estão mais caros. A tendência é que o conflito que está acontecendo do outro lado do mundo continue a impactar diretamente o bolso do brasileiro. É questão de pouco tempo para que produtos e serviços também comecem a crescer, apontam especialistas.
Isso acontece porque os russos estão em terceiro lugar entre os principais fornecedores de petróleo no mundo. Como a Rússia invadiu a Ucrânia, vários outros países aplicaram sanções contra os russos, afetando a distribuição do produto. A Petrobras baseia sua política de preços pela cotação do dólar, e isso faz com que os preços da gasolina e do diesel disparem.

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