Um frentista que furtou mais de R$ 88 mil de um posto de combustíveis, localizado na rua Pernambuco, na Vila Muniz de Votuporanga, foi condenado pelo juiz, dr. Juliano Santos de Lima, da 1ª Vara Criminal da Comarca do município. B. do N. P. S., foi preso em flagrante em novembro de 2021.

De acordo com os autos do processo, o acusado era frentista no posto há pouco mais de cinco meses, após ter pedido um emprego no local dizendo que estava passando por necessidades. Nesse meio tempo, após três meses da contratação o dono percebeu a falta de dinheiro no caixa.

A quantia que faltava, quase que diariamente, variava em uma média de R$ 2 a 3 mil. Sem ainda levantar suspeitas, o patrão chegou a chamar técnicos de bomba e do sistema de controle de bicos do posto de combustível, para realizar uma análise e verificar se havia problemas nos sistemas, porém nada foi encontrado.

Foi quando passou a analisar a conduta de cada um de seus funcionários e percebeu que o suspeito, atendia vários clientes, colocava dinheiro no bolso e corria ao banheiro, sem falar nada para ninguém, depois voltava, abastecia mais e só depois ia para o caixa. Além disso, nesse meio tempo, o suspeito, que antes de conseguir o emprego dizia estar passando necessidade, adquiriu uma moto e começou a andar com um Ford/Fusion.

Em 24 de novembro, em uma dessas ocasiões, o suspeito foi até o banheiro e o patrão o seguiu, lá ele encontrou as comandas, que estavam rasgadas na descarga e o frentista com o dinheiro em sua mão, cerca de R$ 2,6 mil. Com isso ele foi preso e após a sua saída não ocorreram mais desfalques.

Em juízo, B. do N. P. S. assumiu o furto e disse que as comandas estavam juntas ao dinheiro, além de alegar que foi a primeira vez que tinha feito isso. Ele disse também que que fazia mais de um ano que estava juntado dinheiro para comprar a motocicleta que custou R$ 19, mil e que comprou usada, relatou também que antes de trabalhar no posto tinha um veículo Toyota/Corolla, ano 2001, e trocou por um Ford/Fusion, ano 2007 e que já estava trabalhando no posto quando fez a troca. Alegou que era mentira que estava passando por necessidades financeiras.

O discurso, porém, não convenceu o juiz que o declarou culpado ainda por abusar da confiança de seu patrão. “Vê-se que o representante legal do posto de combustível, bem como a testemunha frentista prestaram declarações coerentes e harmônicas no sentido de que o acusado subtraiu os valores do estabelecimento comercial. Diante desse cenário, a autoria em relação ao denunciado resta, portanto, de todo comprovada nos autos”, escreveu o magistrado.

Diante da confissão, o réu que já tem passagens por tráfico, falsificação de documento e corrupção de menores, foi condenado a dois anos de detenção.

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