Um torcedor do Palmeiras que estava na confusão entre as torcidas organizadas no jogo contra o Coritiba, no Couto Pereira, ficou cego do olho esquerdo. Ele passou por uma cirurgia no Hospital Evangélico, em Curitiba, e recebu alta na segunda-feira (13).

O homem, que não foi identificado, é de São Paulo e aguarda os familiares para deixar o hospital.

A briga ocorreu no domingo (12), quando as organizadas, Império e Mancha Verde, se enfrentaram. Em notas oficiais, as duas torcidas criticaram a ação da Polícia Militar durante a escolta da torcida visitante (veja abaixo).

Na confusão, um outro torcedor do Palmeiras morreu. Porém, segundo a Polícia Civil, a morte ocorreu porque o rapaz era diabético e teve um pico de glicemia durante a briga, que teve que ser dispersada por bombas e spray de pimenta.

Por causa dos acontecimentos, o jogo do Coritiba contra o Athletico, no próximo domingo (19), deve ter torcida única.

Confira a nota oficial das organizadas envolvidas:

A Império Alviverde vem por meio desta lamentar e repudiar os fatos ocorridos na data de ontem, durante o jogo entre Coritiba x palmeiras.

Após analisar diversas imagens do ocorrido, fica evidente a falha grotesca da Polícia Militar na escolta da torcida visitante. Simplesmente os ônibus foram trazidos para o portão de entrada da torcida do Coritiba, local onde, mesmo durante o jogo, alguns poucos torcedores (organizados e não) permanecem reunidos. Assim teve início a confusão.

Ao perceberem o que estava acontecendo, e diante da atuação nula da PMPR, nossos integrantes, como não poderia ser diferente, buscaram sair do estádio para proteger nossos torcedores e nosso patrimônio. E a atuação da PMPR só piorou, interferindo até mesmo no andamento do jogo.

“Falhas” na atuação da Polícia Militar do Paraná têm sido corriqueiras, deixando que confusões ocorram por omissão ou causando confusões com uma atuação absolutamente incompetente. Tão incompetente que chega a parecer deliberada. Afinal, é tudo que precisam para fomentar a solução genial e preguiçosa de “torcida única”; um atestado de incompetência.

Lamentamos profundamente que nossa torcida tenha passado por momentos de insegurança, sobretudo em um jogo com grande público – famílias, mulheres, crianças -, e agimos, dentro do possível, para minimizar os danos, proteger nossa nação e evitar que, após o término da partida, houvesse confusão ainda pior.

Por fim, repudiamos igualmente grande parte da imprensa que, sem qualquer apuração ou compromisso com a verdade, imputa a responsabilidade pelo acontecido à torcida do Coritiba. Notícias irresponsáveis, que fomentam preconceito e escondem a incompetência do estado na segurança pública.

mancha verde torcida

REPÚDIO – Polícia Militar do Paraná

A Mancha Alvi Verde vem esclarecer os fatos e não justificar as imagens.

Alguns pontos importantes:
✅ Alguns dias antes da partida o Comandante da PM do Paraná entrou em contato e passamos a quantidade de ônibus (7), horário que iríamos sair de Sampa e eles marcaram o último pedágio antes de chegar em Curitiba como ponto de encontro para revista e escolta até o estádio.

✅ Todos os torcedores dos sete ônibus estavam com ingressos comprados no site da FutebolCard pelo valor de R$ 200,00.

OS FATOS
A nossa parte apalavrada foi feita, chegamos no último pedágio no horário marcado e a partir dali começou o despreparo da PM.

✅ Pouco efetivo policial para a revista dos 7 ônibus, ou seja, 350 torcedores ficaram horas parados na estrada sem poder comer ou ir ao banheiro. A demora na revista atrasou a saída dos ônibus para o estádio.

✅ A PM conseguiu errar o caminho para o estádio por duas vezes atrasando ainda mais a nossa chegada. Os próprios motoristas dos nossos ônibus estranharam o caminho feito, já que estiveram dias atrás trazendo outra torcida de SP para o mesmo estádio e o caminho foi outro.

✅ A primeira ainda foi possível manobrar com uma certa dificuldade e a sorte é que estávamos distante do estádio.

✅ A segunda vez foi algo que nem um escoteiro faz. Era nítido que o policial estava perdido e entrou com sete ônibus em uma rua estreita, com carros dos dois lados, próximo ao estádio e com movimentação de torcedores do Coritiba. O Comandante da escolta parou para perguntar aonde era a entrada e explicaram que estavamos do lado errado. Esse mesmo comandante pediu para os ônibus voltarem de ré e nesse momento a torcida do time mandante apareceu e começaram a jogar pedras.

Esses foram os fatos e as imagens que todos viram foram os ATOS.

E o nosso ATO foi a própria proteção. Descemos dos ônibus para não sermos apedrejados.

Assim como no futebol, em situações de perigo você se defende atacando.

Mesmo em menor número foi possível controlar a situação e auto defender os nossos torcedores.

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