Lula quer gás de cozinha a R$ 70 e mudança em política de preços da Petrobras

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A equipe de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência da República, prepara uma promessa de campanha para reduzir o preço do gás de cozinha. Com foco no eleitor de baixa renda, a ideia é que o preço do botijão de 13 quilos caia para cerca de R$ 70 em 2023, no caso de o petista ser o vencedor das eleições presidenciais de outubro. A informação foi dada pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN), coordenador da campanha de Lula no setor de petróleo e gás, ao jornal Folha de S. Paulo.

e acordo com Prates, a redução do preço do gás passaria por uma mudança na política de preços do petróleo e derivados. Segundo a campanha de Lula, o regime de Preço de Paridade Internacional (PPI), usado hoje, daria lugar a um modelo híbrido. Seria feita uma média ponderada entre o preço do produto no mercado internacional e aquele que é praticado no Brasil.

Em Curitiba, por exemplo, os preços do produto variam entre R$ 106,90 e R$ 113,99, segundo os valores consultados em um aplicativo de venda de botijões de gás na manhã desta terça-feira (26). Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana passada o preço médio do botijão no Brasil era de R$ 111,80, com mínimo de R$ 81,99 e máximo de R$ 160.

Além disso, o senador também afirmou que recursos do Tesouro Nacional poderiam ser usados para subsidiar a redução de preços por parte da Petrobras.

O coordenador da campanha petista disse ainda que o auxílio-gás, ou “vale-gás”, será mantido em um eventual governo de Lula. O valor, porém, não foi mencionado.

O auxílio-gás é pago às famílias registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O valor era de R$ 53, mas foi reajustado pelo governo de Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL, e passará a ser de R$ 120 por mês de agosto a dezembro de 2022.

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