O União Brasil confirmou nesta terça-feira (2) o nome do ex-juiz federal Sergio Moro para a disputa ao Senado pelo Paraná. A convenção da sigla está sendo realizada no Espaço Torres, no Jardim Botânico, em Curitiba, desde o início da manhã. Moro primeiro ensaiou candidatura à presidência da República pelo Podemos, mas acabou saindo da legenda atrás de uma estrutura partidária mais robusta – no União Brasil, contudo, enfrentou resistência para se lançar ao Planalto.

Em breve entrevista à imprensa ao chegar na convenção, por volta das 11 horas, Moro foi questionado sobre a situação do senador Alvaro Dias (PODE), seu ex-correligionário e agora potencial adversário nas urnas. “Não está certo ainda que o Alvaro Dias vai concorrer à reeleição. A gente respeita ele e, se acontecer [a candidatura dele], vai ser um debate no alto nível. A gente não tem mentira, fake news, golpe baixo. A gente tem que construir uma nova forma de fazer política. Ninguém entrou aqui para ganhar a qualquer custo. A gente quer ganhar a eleição, sim. Acho que o Paraná precisa ter uma voz independente e forte lá no Senado, mas ninguém vai jogar baixo não. A gente não vai combater o crime infringindo a lei”, disse Moro.

No Paraná, o União Brasil não terá nome próprio para o governo estadual – a sigla vai apoiar a candidatura à reeleição de Ratinho Junior (PSD). O secretário-chefe da Casa Civil na gestão Ratinho Junior, Carlos Ortega, foi quem participou da convenção como representante do candidato do Palácio Iguaçu.

Os nomes dos candidatos do União Brasil a deputado estadual e federal ainda seriam confirmados até o final desta terça-feira (2), mas o plano inicial é lançar 37 deputados estaduais (13 mulheres) e 26 deputados federais (9 mulheres). Dos atuais parlamentares do União Brasil, a maioria vai tentar a reeleição.

Dos dois deputados federais do União Brasil, Felipe Francischini (atual presidente estadual do União Brasil) vai tentar um novo mandato na Câmara Federal e Ney Leprevost deve sair a deputado estadual. Os deputados estaduais Dr Batista, Nelson Justus, Luiz Fernando Guerra, Mauro Moraes, Plauto Miró, Nelson Luersen devem tentar a reeleição – assim como Emerson Bacil e Do Carmo, que recentemente perderam o mandato na Assembleia Legislativa, na esteira da cassação de Fernando Francischini.

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