As buscas por Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, entram no quinto dia nesta segunda-feira (5), no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), onde o jovem passou o réveillon com uma amiga.

Familiares fizeram uma publicação nas redes sociais pedindo apoio de montanhistas e trilheiros experientes. “Temos fé de que vamos encontrá-lo hoje”, escreveram.

Neste domingo (4), 19 bombeiros participaram das buscas com ajuda de drones térmicos. Além disso, montanhistas voluntários também auxiliaram durante o dia e a noite no local.

Passados quatro dias do desaparecimento, o comandante do GOST, major Ícaro Gabriel Greinert, informou que as equipes já vasculharam todas as trilhas conhecidas e a hipótese que trabalham nesse momento é que Roberto esteja perdido na mata fechada.

Relembre o caso de Roberto Farias, jovem desaparecido no Pico Paraná

O jovem, de 19 anos, está desaparecido desde a manhã de quinta-feira (1º), no Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Roberto Farias Thomaz acessou o parque com uma amiga para passar o réveillon, porém, na manhã seguinte somente a amiga saiu das trilhas e informou sobre o desaparecimento.

Após o desaparecimento, a jovem gravou vídeos sobre como aconteceu a ocorrência. A amiga disse que Roberto passou mal durante a trilha, ela encontrou um grupo de trilheiros e pediu ajuda, mas depois não localizou mais o Roberto. Quando chegou na base da montanha, a jovem pediu ajuda em uma fazenda, para moradores locais.

Irmã de desaparecido pede investigação após versões de envolvidos
Durante a entrevista ao Balanço Geral Curitiba, da Ric RECORD, Renata Tomaz, irmã de Roberto, destacou que após ouvir versões de pessoas que estiveram com Roberto no dia do desaparecimento, existe uma lacuna que falta esclarecer. A irmã do desaparecido mencionou a versão de Thayana, jovem que acessou a trilha com Roberto, e também a versão de Fábio, trilheiro que estava no local e encontrou com o jovem passando mal.

Quem é Thayane Smith, amiga que estava com jovem desaparecido no Pico Paraná?


No dia 31 de dezembro de 2025, Thayane Smith e Roberto Farias se encontraram em um terminal de ônibus em Curitiba, capital do Paraná, para irem até o Parque Estadual Pico Paraná. De acordo com vídeos publicados no Instagram da jovem, o objetivo era assistir o primeiro nascer do sol de 2026 do topo do morro mais alto do Paraná. Entretanto, no dia 1° de janeiro, apenas Thayane voltou da trilha.

Natural de Manaus, no Amazonas, Thayane tem 19 anos de idade. Ela teria conhecido Roberto há menos de um mês, no Largo da Ordem, e logo combinaram de passar a virada de ano juntos no Pico Paraná. A jovem já estava em Curitiba semanas antes do desaparecimento do amigo, passando o natal na capital paranaense.

Thayane é descrita por amigos como sendo uma pessoa aventureira e que gosta de festas. Entretanto, diversas pessoas de sua cidade natal dizem ter relacionamentos conturbados com ela, chegando a criar perfis no Instagram para “expor” a jovem.

Inicialmente, Thayane afirmou que, por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (1°), ela, Roberto, e mais um homem que encontraram na trilha, identificado como Fábio, acordaram no acampamento para chegar ao cume do monte. Contudo, em algum momento da volta, o jovem de 19 anos começou a passar mal e não conseguiu mais acompanhar o ritmo do grupo. Por mais que tenha sido aconselhada a não deixar o companheiro sozinho, a amiga seguiu sem ele até o acampamento.

Na primeira entrevista concedida ao Balanço Geral, Thayane Smith chorou, e lamentou a decisão de ter deixado Roberto para trás.

“A gente tinha bastante coisa planejada para fazer depois dessa trilha. Eu não imaginava que poderia acontecer tudo isso. Eu fico com pensamento ruim por ter deixado ele para atrás, por ter me separado dele. Se eu não tivesse me separado, talvez não teria acontecido isso, porque quem tem mais experiência era eu”, disse.

Versão de Thayane Smith mudou em segunda entrevista
Porém, na segunda entrevista concedida ao repórter Kainan Lucas, do Cidade Alerta, a versão da jovem mudou. Dessa vez, ela não citou que Roberto teria passado mal e por isso foi deixado para trás. De acordo com Smith, o amigo estava muito lento e ela decidiu descer o morro mais rápido com outros corredores e aguardar por ele no primeiro acampamento.

No dia 31 de dezembro de 2025, Thayane Smith e Roberto Farias se encontraram em um terminal de ônibus em Curitiba, capital do Paraná, para irem até o Parque Estadual Pico Paraná. De acordo com vídeos publicados no Instagram da jovem, o objetivo era assistir o primeiro nascer do sol de 2026 do topo do morro mais alto do Paraná. Entretanto, no dia 1° de janeiro, apenas Thayane voltou da trilha.

Thayane Smith
Thayane Smith conheceu Roberto pouco antes de marcarem a viagem (Foto: Ric RECORD e Reprodução/Redes Sociais)

Natural de Manaus, no Amazonas, Thayane tem 19 anos de idade. Ela teria conhecido Roberto há menos de um mês, no Largo da Ordem, e logo combinaram de passar a virada de ano juntos no Pico Paraná. A jovem já estava em Curitiba semanas antes do desaparecimento do amigo, passando o natal na capital paranaense.

Thayane é descrita por amigos como sendo uma pessoa aventureira e que gosta de festas. Entretanto, diversas pessoas de sua cidade natal dizem ter relacionamentos conturbados com ela, chegando a criar perfis no Instagram para “expor” a jovem.

Inicialmente, Thayane afirmou que, por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (1°), ela, Roberto, e mais um homem que encontraram na trilha, identificado como Fábio, acordaram no acampamento para chegar ao cume do monte. Contudo, em algum momento da volta, o jovem de 19 anos começou a passar mal e não conseguiu mais acompanhar o ritmo do grupo. Por mais que tenha sido aconselhada a não deixar o companheiro sozinho, a amiga seguiu sem ele até o acampamento.

Leia também: Testemunha diz que rapaz foi deixado para trás no Pico Paraná mesmo passando mal

Na primeira entrevista concedida ao Balanço Geral, Thayane Smith chorou, e lamentou a decisão de ter deixado Roberto para trás.

“A gente tinha bastante coisa planejada para fazer depois dessa trilha. Eu não imaginava que poderia acontecer tudo isso. Eu fico com pensamento ruim por ter deixado ele para atrás, por ter me separado dele. Se eu não tivesse me separado, talvez não teria acontecido isso, porque quem tem mais experiência era eu”, disse.

Versão de Thayane Smith mudou em segunda entrevista
Porém, na segunda entrevista concedida ao repórter Kainan Lucas, do Cidade Alerta, a versão da jovem mudou. Dessa vez, ela não citou que Roberto teria passado mal e por isso foi deixado para trás. De acordo com Smith, o amigo estava muito lento e ela decidiu descer o morro mais rápido com outros corredores e aguardar por ele no primeiro acampamento.

desaparecido pico paraná
Thayana Smith disse que desceu o Pico Paraná correndo e abandonou o amigo, agora desaparecido, por conta de seu “estilo de vida”


Em seu relato, Thayane disse que, como sabia que outro casal estava descendo atrás de Roberto, não ficou receosa de deixá-lo sozinho. Quando chegou ao final da trilha, outras pessoas perguntaram para ela sobre o paradeiro de Roberto. Foi então que ela admitiu ter deixado o rapaz sozinho e continuado sem ele. De acordo com Thayane, ela decidiu seguir na frente por ser seu “estilo de vida”.

Segundo Fábio, outro aventureiro que conviveu com Roberto e Thayane na trilha, ele confrontou a jovem sobre ter deixado o amigo sozinho. Inicialmente, ela não teria se disponibilizado para voltar e procurá-lo, mas acabou cedendo. Fábio também seria a pessoa que inicialmente acionou o Corpo de Bombeiros.

Desde então, Roberto não foi mais visto. Ao ser questionada sobre como se sente sobre o desaparecimento do amigo, Thayane Smith afirmou que o que resta fazer é esperar. Entretanto, ela não acredita que ele seja encontrado em bom estado de saúde.

“Não podemos fazer nada, né? É manter o equilíbrio e esperar os profissionais, os bombeiros, darem o resultado final e fazerem o trabalho deles”, afirmou. “A minha intuição é que podem encontrar ele, mas muito, muito, muito fraco. Muito fragilizado.”

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