FONTE: XV CURITIBA
Um contrato firmado entre a Prefeitura de Florianópolis e uma clínica privada instalada em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, motivou o vereador Professor Gilmar a anunciar que pretende formalizar uma denúncia e cobrar esclarecimentos sobre o acompanhamento do serviço e o destino dos pacientes após o tratamento. O acordo prevê a transferência de pessoas em situação de vulnerabilidade social e com dependência química da capital catarinense para o município paranaense, onde receberiam atendimento em regime de internação psiquiátrica.
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O documento, assinado em setembro de 2025, estabelece a contratação da empresa Cadmo Clínica Médica Ltda., localizada no bairro Cayva, em Piraquara, para a disponibilização de vagas de internação psiquiátrica de adultos com transtornos mentais graves e persistentes ou decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas. O contrato inclui, além das vagas para homens e mulheres, o transporte dos pacientes em ambulância entre Florianópolis e Piraquara, com acompanhamento de equipe de enfermagem, totalizando um valor de R$ 2.767.488,80.
Segundo o vereador, embora o contrato tenha sido firmado por meio de licitação e dentro da legalidade, a principal preocupação é com o acompanhamento efetivo do serviço e com a garantia de que essas pessoas, após a alta médica, retornem para a cidade de origem e sejam reintegradas às suas famílias e à rede de apoio social. Em manifestação pública, Professor Gilmar destacou que Florianópolis está a mais de 300 quilômetros de Piraquara e afirmou que é necessário assegurar que os pacientes não fiquem em situação de vulnerabilidade após o término do tratamento.
O parlamentar também ressaltou que a Região Metropolitana de Curitiba já enfrenta um problema social significativo relacionado à população em situação de rua e que a chegada de pessoas de outros estados para tratamento em clínicas privadas pode ampliar esse cenário caso não haja um controle rigoroso e um plano de acompanhamento adequado. Ele defende que o poder público tenha total transparência sobre o cumprimento das cláusulas contratuais, especialmente no que diz respeito ao retorno dos pacientes e à comunicação com seus familiares.
Pelo contrato, a empresa contratada é responsável não apenas pela internação e pelo tratamento em regime integral, mas também pelo translado dos pacientes de Florianópolis até a unidade em Piraquara e pelo retorno após a alta, além de manter a Prefeitura catarinense informada por meio de relatórios médicos e psicossociais. O documento prevê ainda que a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis realize vistorias periódicas na clínica para fiscalizar a execução dos serviços.
Ao anunciar que pretende submeter uma denúncia sobre o caso, o vereador Professor Gilmar afirmou que seu objetivo é garantir que o contrato esteja sendo cumprido de forma integral e que as pessoas atendidas tenham assegurados seus direitos, tanto durante o período de internação quanto após a conclusão do tratamento. A expectativa, segundo ele, é que os órgãos competentes acompanhem de perto a situação para evitar que pacientes sejam deixados sem suporte social longe de suas cidades de origem.



















