
O vereador Éder Borges (PL) é alvo de uma ação de improbidade administrativa do Ministério Público do Paraná (MPPR) por suspeita de nepotismo envolvendo a nomeação da filha de sua companheira para o cargo de chefe de gabinete.
De acordo com o Ministério Público, o vereador mantinha uma relação afetiva estável com a mãe da servidora, o que pode configurar parentesco por afinidade. Na ação, o MPPR pede a aplicação das sanções previstas em lei e o encerramento da situação considerada incompatível com os princípios da administração pública, especialmente os da moralidade, impessoalidade e legalidade. Mesmo após a abertura do processo, a jovem permanece no cargo, com salário mensal acima de R$ 18 mil.
Denúncia de nepotismo foi analisada e arquivada na Câmara
A denúncia chegou a ser analisada pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (CEDP) da Câmara Municipal de Curitiba, após representação apresentada pela vereadora Giorgia Prates (PT), mas acabou arquivada. Quatro parlamentares votaram pelo encerramento do caso, alegando falta de documentos que comprovassem as acusações.
Em nota, a Câmara Municipal de Curitiba reafirmou seu compromisso com a transparência, a imparcialidade e o devido processo legal, destacando que, no caso em questão, a CMC adotou todos os procedimentos previstos no atual Código de Ética e Decoro Parlamentar.
Confira a nota completa da CMC:
A Câmara de Curitiba reafirma seu compromisso com a transparência, a imparcialidade e o devido processo legal. Salienta que, no caso em questão, a CMC adotou todos os procedimentos do atual Código de Ética e Decoro Parlamentar.
No dia 30 de abril de 2025, o gabinete da presidência recebeu representação contra o vereador Eder Borges (PL), sobre suposta existência de nepotismo no gabinete do parlamentar.
No dia 5 de maio de 2025, a presidência encaminhou, através de Memorando, pedido de esclarecimento sobre o vínculo de parentesco entre o vereador e a servidora comissionada do seu gabinete. No mesmo dia, foi realizada reunião da Mesa Diretora, que emitiu parecer de admissibilidade da representação contra o vereador, sendo encaminhado o caso ao corregedor Sidnei Toaldo (PRD).




















