O governo deve aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, o chamado E32. A proposta será levada ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) na próxima reunião, prevista para o início de maio.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante evento da safra de açúcar e etanol em Uberaba (MG).

A medida amplia o percentual atual de 30% e faz parte da estratégia do governo de ampliar o uso de biocombustíveis e reduzir a dependência externa de combustíveis fósseis.

“No dia 7 faremos o CNPE, eu submeterei ao CNPE a proposta de nós aumentarmos para E32. Já estão aprovados os testes que vão de 28% a 32%. Isso é uma nova economy gerando emprego e renda”, disse.

Segundo o ministro, a mudança pode levar o Brasil à autossuficiência em gasolina, reduzindo a necessidade de importações.

“Com o E32 nós nos tornamos autossuficientes na gasolina, dando tranquilidade de suprimento, mas principalmente e fundamentalmente fazendo uma indústria virtuosa da economia mineira e da economia nacional”, afirmou.

O ministro também afirmou que a medida pode ter impacto direto no preço ao consumidor.

“Além de mais barata, é muito importante destacar que com o E32 nós nos tornamos autossuficientes na gasolina”, declarou.

Silveira também buscou afastar dúvidas sobre impactos nos veículos, afirmando que a frota brasileira está preparada para níveis mais elevados de mistura.

“Nenhuma, muito pelo contrário. Os nossos motores são resilientes. Nenhum outro país do mundo construiu com tanta proeminência, de forma tão tecnológica, os veículos flex”, disse.

A proposta também é defendida pelo governo como parte da estratégia de descarbonização.

“Impacto ambiental positivo. É uma medida que vai de encontro com a transição energética, com a sustentabilidade e com a nossa vocação de produção”, afirmou.

Ao tratar do cenário mais amplo de combustíveis, o ministro também citou o diesel como ponto de atenção.

“Precisamos caminharmos, passando a sermos autossuficientes no refino de diesel, não precisar importar para a gente ter o preço de competitividade interna e não depender de importação de diesel”, disse.

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