O vazamento dos áudios do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociando recursos com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, gerou um efeito colateral inesperado no segmento religioso: um silêncio absoluto entre as principais lideranças evangélicas do país.

Até a noite desta quarta-feira (13/05/2026), nomes de peso que costumam marchar com a família Bolsonaro ainda não emitiram nota ou vídeo sobre o caso.

A ausência de posicionamento é vista por analistas como um sinal de alerta, já que o escândalo envolve a captação de R$ 134 milhões para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, o filme “Dark Horse”.

Os nomes que ainda não falaram
A expectativa do público do Fuxico Gospel gira em torno de figuras que possuem milhões de seguidores e influência direta na base bolsonarista.

A discrição atinge diferentes perfis do ministério evangélico no Brasil:

Claudio Duarte: Conhecido por seu alcance em todas as denominações, o pastor não tocou no assunto em suas redes sociais;


Josué Valandro Jr.: Líder da Igreja Batista Atitude e pastor da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Valandro é um dos termômetros de apoio da família;


Josué Gonçalves: Referência em ministério de casais e família, continua em silêncio;
Teo Hayashi: O líder do movimento Dunamis e do The Send, que representa a ala jovem e universitária da direita, também não comentou o áudio.


O silêncio desses pastores ocorre no momento em que a oposição tenta instalar a CPI do Banco Master.

A estratégia de “esperar para ver” pode estar ligada à gravidade das denúncias de fraude financeira que pesam sobre Daniel Vorcaro, estimado em R$ 12 bilhões pela Polícia Federal.

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