Pouco mais de um mês após o início da operação completa na Região Metropolitana de Curitiba, o Bonde Urbano Digital (BUD) já apresenta resultados considerados positivos em sua fase inicial de testes. Desde o início do funcionamento, o sistema realizou 106 viagens, percorreu 1.180 quilômetros e transportou quase três mil passageiros entre Piraquara e Pinhais.

O trajeto liga o Terminal São Roque, em Piraquara, ao Terminal Metropolitano de Pinhais, com duração média de aproximadamente 25 minutos. O valor da tarifa segue o mesmo praticado no sistema metropolitano, atualmente em R$ 5,50. Nesta fase experimental, prevista para seguir até junho, o veículo opera em dois horários diários, às 10h15 e às 14h15, com saídas de Piraquara e retorno após o desembarque em Pinhais.

O Bonde Urbano Digital atua como reforço ao transporte coletivo já existente e não substitui as linhas convencionais de ônibus. A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), responsável pela coordenação do projeto, prevê ampliar a tabela de horários nos próximos meses, conforme a evolução dos testes operacionais.

De acordo com o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, o sistema tem despertado interesse além dos municípios diretamente atendidos. Segundo ele, pessoas de outras cidades têm utilizado o transporte para conhecer o funcionamento do modal, especialmente nos meses de dezembro e janeiro, período em que foi observado aumento de visitantes interessados na tecnologia utilizada.

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    O BUD opera com sistema elétrico, sem emissão de poluentes, e conta com equipamentos de segurança e monitoramento. O veículo tem capacidade para até 280 passageiros por viagem e potencial estimado de atendimento de cerca de 10 mil usuários por mês.

Entre as características técnicas, o Bonde Urbano Digital possui 30 metros de comprimento, ar-condicionado e operação bidirecional. O modelo pode atingir velocidade de até 70 km/h e é guiado por indução magnética diretamente no asfalto, eliminando a necessidade de trilhos físicos. A tecnologia busca reduzir custos de implantação e manutenção. Fabricado pela empresa chinesa CRRC, o sistema reúne características do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) com a flexibilidade do modelo BRT.

Como parte do processo de avaliação do projeto, a Amep mantém aberta uma consulta pública para usuários que já utilizaram o sistema. Por meio de um formulário, a população pode registrar impressões e sugestões de forma anônima. Segundo a agência, os dados coletados devem auxiliar na análise de desempenho e no planejamento das próximas etapas do projeto.

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