A legislação trabalhista brasileira prevê uma regra específica para trabalhadoras mulheres em relação ao trabalho aos domingos. O artigo 386 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que elas não podem trabalhar em dois domingos consecutivos, garantindo ao menos uma folga dominical a cada quinzena. A informação foi divulgada pelo Portal 6.

A regra obriga empresas a organizarem escalas diferenciadas para funcionárias mulheres, principalmente em setores que funcionam todos os dias, como comércio, bares, restaurantes e hotelaria. O objetivo é garantir o descanso regular aos domingos, dia tradicional de convivência familiar e social.

Como funciona a regra

A norma determina que o empregador precisa montar escalas de revezamento específicas para cumprir a folga quinzenal. Isso significa que não basta organizar turnos iguais para toda a equipe. No caso das mulheres, a legislação exige uma alternância que respeite o intervalo máximo de dois domingos seguidos de trabalho.

O direito está previsto na CLT e tem caráter obrigatório, ou seja, não pode ser substituído por acordos internos que reduzam essa garantia.

O que dizem os tribunais

Decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçam a validade da regra. As cortes entendem que a norma tem caráter de proteção ao trabalhador e deve ser cumprida independentemente da complexidade da escala de trabalho.

Empresas que descumprem a legislação podem ser responsabilizadas na Justiça do Trabalho.

Penalidades para as empresas

Quando a regra não é respeitada, a empresa pode ser obrigada a pagar o valor do domingo trabalhado em dobro. Esse tipo de irregularidade também pode gerar passivos trabalhistas acumulados, já que a cobrança pode abranger períodos anteriores de descumprimento.

Isso significa que falhas na organização das escalas podem resultar em custos adicionais e ações judiciais.

Mesmo assim, especialistas apontam que muitas trabalhadoras e empregadores ainda desconhecem essa exigência específica da CLT, o que contribui para o descumprimento da norma em parte do mercado de trabalho.

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