Sandro Alex e Rafael Greca se encontraram pessoalmente nesta quinta-feira (30): chapa única teria sido encaminhada na reunião. (Fotos: Divulgação/Jovem Pan News)

A conversa entre Rafael Greca e Sandro Alex, na manhã desta quinta-feira (29), avançou bastante em direção a uma aliança entre MDB e PSD. À coluna, Greca disse: “Estou em silêncio obsequioso”. O ex-prefeito de Curitiba será o vice do “homem da infraestrutura” — numa articulação feita pelo governador Ratinho Junior e o vice, Darci Piana, na casa de Rafael Greca nesta semana.

Alguns otimistas dizem que o anúncio oficial pode acontecer em breve — ainda nesta quinta. Mas a tendência é que novas conversas aconteçam. Até porque, os efeitos colaterais estão começando a ser medidos e podem postergar a decisão.

Isso porque, o MDB colocou na mesa de negociação a vaga de Senado para Alvaro Dias como condição de apoio. Quem diria, o MDB que parecia isolado politicamente, agora pode terminar o prazo das convenções com dois espaços na chapa majoritária.

O MDB desafia a máxima de que quem chega antes bebe água limpa. Com a maioria dos partidos já entrincheirados, os emedebistas deixaram a convenção para o último fim de semana antes do prazo e o partido acabou virando a noiva do processo eleitoral.

Aliança de Greca e Sandro Alex: efeito colateral 1

Se este panorama se confirmar, com Greca e Alvaro na majoritária, o MDB se abraça ao PSD de Sandro Alex. O Palácio Iguaçu, conta uma fonte palaciana, vê com bons olhos a formatação da chapa Sandro/Greca e Alexandre Curi e Alvaro para o Senado. Mas até as pedras do Iguaçu sabem que haverá efeitos colaterais.

Vamos a eles. Nem todos estão felizes e esta insatisfação poderá ser vista, talvez, no grande evento que o PSD prepara em Foz do Iguaçu na noite desta quinta.

O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), é um que não esboçou sorrisos com este cenário. Pelo contrário. A candidatura de Alvaro Dias pode colocar em risco a estratégia traçada por Curi para chegar à Câmara Alta.

A presença ou não do presidente da Alep no evento de Foz será um termômetro. Há movimentos sendo feitos nos bastidores para tentar convencer o MDB a abrir mão do Senado e evitar que Curi rompa com o PSD — podendo levar outras siglas com ele.

Alvaro por sua vez se animou, não só com as pesquisas eleitorais, que lhe dão bons índices de intenção de voto, mas com o fato de ter Ratinho Junior como cabo eleitoral — um dos fatos que o ex-senador atribui à derrota em 2022 para Moro.

Haverá espaço e disposição política para Alvaro e Curi disputarem as duas vagas ao Senado, dentro de um cenário acirrado tendo Deltan Dallagnol (Novo) e Fillipe Barros (PL), além da petista Gleisi Hoffmann no páreo?

Aliança de Greca e Sandro Alex: efeito colateral 2
Outro problema à vista: Cristina Graeml. Ela veio para o PSD pelas mãos de Daniel Vilas Boas, chefe de gabinete de Ratinho, com o compromisso do governador de que ela teria uma vaga na majoritária. As negociações, no entanto, não dão brecha para Graeml.

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