O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta quinta-feira (9) que o governo decidiu adiar a retirada do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina após a alta do preço do petróleo no mercado internacional. O insumo disparou após a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, Dario Durigan afirmou que a revisão da política de subsídios será feita com cautela diante da volatilidade do mercado. Segundo ele, a medida poderá ser adotada na próxima semana, de forma parcial ou total, caso as condições no cenário global permitam.C
Nessa semana, eu ia anunciar a retirada da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo. Na semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente como próximo passo”, disse o ministro.
A decisão de adiar a retirada do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina foi influenciada pela forte valorização do petróleo registrada nesta quarta-feira (8), após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã elevarem as tensões no Oriente Médio. Com o avanço das cotações, o barril do petróleo Brent chegou a US$ 80,59 (R$ 414,73). É o maior valor do commodity desde 22 de junho.
Na avaliação de Durigan, o cenário tornou temerária uma mudança imediata na política de subsídio à gasolina, diante do risco de novos impactos sobre o preço dos combustíveis.
O governo reduziu a subvenção ao diesel e ainda não havia alterado o subsídio à gasolina, apesar de sofrer pressão da Câmara dos Deputados para encerrar a política. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou a líderes partidários que, se o governo não retirasse até esta quinta-feira (9) o subsídio à gasolina, iria pautar um projeto de lei complementar que prevê que a União mantenha regime fiscal favorecido a biocombustíveis.




















