por RIC.com.br

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) manteve, nesta quarta-feira (23), o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. A decisão encerra a análise dos recursos apresentados pela defesa na Corte, mas não resolve definitivamente a situação do candidato. Por unanimidade, os magistrados acolheram parcialmente os embargos apresentados pela defesa de Deltan. O ex-deputado segue como candidato ao Senado, mas a decisão final é aguardada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os recursos apresentados pela defesa provocaram apenas ajustes formais na decisão anterior, sem modificar o resultado que havia autorizado o registro. Com isso, Deltan continua registrado como candidato ao Senado pelo Paraná. A situação, no entanto, permanece sob análise da Justiça Eleitoral, com o caso seguindo agora para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dará a palavra final sobre a validade da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado.

Relatora do TRE-PR se manifesta após pedidos de partidos

Durante o julgamento, partidos que contestam a candidatura de Deltan pediram rapidez na tramitação do processo para que o caso chegasse ao TSE o quanto antes. A solicitação provocou uma reação da relatora, a juíza Vanessa Jamus Marchi.

“Esta Corte não precisa de lições pedagógicas, dispensando-se qualquer tutoramento por parte dos peticionantes”, afirmou a juíza durante fala sobre o voto. A declaração ocorreu na discussão sobre os pedidos para acelerar o envio do processo a Brasília.

A relatora já havia votado, no julgamento anterior, pela manutenção do registro de Deltan. Na ocasião, Vanessa considerou que os procedimentos administrativos que motivaram a discussão sobre a saída do ex-procurador do Ministério Público Federal tiveram desfechos posteriores. A juíza também considerou que a situação do candidato deveria ser analisada considerando a realidade existente no momento do registro.

TSE ainda pode mudar situação de Deltan Dallagnol ao Senado

A principal discussão sobre a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado ainda será enfrentada pelo TSE. Deltan perdeu o mandato de deputado federal em 2023 após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que considerou que ele deixou o Ministério Público Federal enquanto havia procedimentos disciplinares em andamento. A Corte entendeu, naquele julgamento, que a saída antecipada tinha relação com a possibilidade de uma futura inelegibilidade.

Para liberar o registro em 2026, o TRE-PR considerou, entre outros pontos, os acontecimentos posteriores, como o arquivamento dos procedimentos que estavam em andamento contra Deltan. Essa interpretação, entretanto, é questionada pelos partidos que tentam barrar a candidatura.

Eles sustentam que os fatos posteriores não eliminariam a conduta analisada pelo TSE em 2023. O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, também considerou essa questão ao determinar a suspensão da campanha de Deltan.

A decisão de suspender a campanha de Deltan foi mantida por maioria de 5 votos a 2 no tribunal. Por isso, o resultado desta quarta-feira não significa que Deltan está liberado para fazer campanha.

Ele continua impedido de pedir votos, participar de debates, usar recursos dos fundos partidário e eleitoral e veicular propaganda no rádio e na televisão enquanto a decisão do TSE estiver em vigor. A defesa continua trabalhando para reverter no TSE a suspensão dos atos de campanha, imposta apesar do registro deferido pela Justiça Eleitoral paranaense.

Defesa de Deltan Dallagnol ao Senado comemora manutenção de registro no TRE-PR

Após o TRE-PR manter o registro de sua candidatura ao Senado, Dallagnol (Novo) enviou nota à Banda B, na qual comemorou a decisão e criticou a atuação da coligação que tenta barrar sua candidatura.


O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) manteve, nesta quarta-feira (23), o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. A decisão encerra a análise dos recursos apresentados pela defesa na Corte, mas não resolve definitivamente a situação do candidato. Por unanimidade, os magistrados acolheram parcialmente os embargos apresentados pela defesa de Deltan. O ex-deputado segue como candidato ao Senado, mas a decisão final é aguardada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Deltan Dallagnol, candidato ao senado, em registro da época da Operação Lava Jato
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia formado maioria para ratificar decisão liminar que suspendeu campanha de Deltan Dallagnol ao Senado; TRE-PR, por sua vez, manteve registro de candidatura. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Os recursos apresentados pela defesa provocaram apenas ajustes formais na decisão anterior, sem modificar o resultado que havia autorizado o registro. Com isso, Deltan continua registrado como candidato ao Senado pelo Paraná. A situação, no entanto, permanece sob análise da Justiça Eleitoral, com o caso seguindo agora para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dará a palavra final sobre a validade da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado.

Relatora do TRE-PR se manifesta após pedidos de partidos

Durante o julgamento, partidos que contestam a candidatura de Deltan pediram rapidez na tramitação do processo para que o caso chegasse ao TSE o quanto antes. A solicitação provocou uma reação da relatora, a juíza Vanessa Jamus Marchi.

“Esta Corte não precisa de lições pedagógicas, dispensando-se qualquer tutoramento por parte dos peticionantes”, afirmou a juíza durante fala sobre o voto. A declaração ocorreu na discussão sobre os pedidos para acelerar o envio do processo a Brasília.

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A relatora já havia votado, no julgamento anterior, pela manutenção do registro de Deltan. Na ocasião, Vanessa considerou que os procedimentos administrativos que motivaram a discussão sobre a saída do ex-procurador do Ministério Público Federal tiveram desfechos posteriores. A juíza também considerou que a situação do candidato deveria ser analisada considerando a realidade existente no momento do registro.

TSE ainda pode mudar situação de Deltan Dallagnol ao Senado

A principal discussão sobre a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado ainda será enfrentada pelo TSE. Deltan perdeu o mandato de deputado federal em 2023 após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que considerou que ele deixou o Ministério Público Federal enquanto havia procedimentos disciplinares em andamento. A Corte entendeu, naquele julgamento, que a saída antecipada tinha relação com a possibilidade de uma futura inelegibilidade.

Para liberar o registro em 2026, o TRE-PR considerou, entre outros pontos, os acontecimentos posteriores, como o arquivamento dos procedimentos que estavam em andamento contra Deltan. Essa interpretação, entretanto, é questionada pelos partidos que tentam barrar a candidatura.

Eles sustentam que os fatos posteriores não eliminariam a conduta analisada pelo TSE em 2023. O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, também considerou essa questão ao determinar a suspensão da campanha de Deltan.

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A decisão de suspender a campanha de Deltan foi mantida por maioria de 5 votos a 2 no tribunal. Por isso, o resultado desta quarta-feira não significa que Deltan está liberado para fazer campanha.

Ele continua impedido de pedir votos, participar de debates, usar recursos dos fundos partidário e eleitoral e veicular propaganda no rádio e na televisão enquanto a decisão do TSE estiver em vigor. A defesa continua trabalhando para reverter no TSE a suspensão dos atos de campanha, imposta apesar do registro deferido pela Justiça Eleitoral paranaense.

Defesa de Deltan Dallagnol ao Senado comemora manutenção de registro no TRE-PR

por taboola

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Após o TRE-PR manter o registro de sua candidatura ao Senado, Dallagnol (Novo) enviou nota à Banda B, na qual comemorou a decisão e criticou a atuação da coligação que tenta barrar sua candidatura.

Segundo o candidato, a Corte paranaense reconheceu novamente sua elegibilidade ao acolher parcialmente os embargos apresentados pela defesa. O julgamento, porém, teve apenas ajustes e esclarecimentos na decisão anterior, sem mudança no resultado que havia autorizado o registro.

Deltan também destacou a manifestação da relatora, juíza Vanessa Jamus Marchi, sobre uma petição apresentada pelos advogados da coligação do PT. Na avaliação do candidato, a magistrada deu uma “bronca” nos representantes da coligação ao rejeitar o que classificou como tentativa de orientar o Tribunal sobre os procedimentos do processo.

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