Lula diz que, se pudesse, assinaria um decreto para proibir mentira: “quem mentir vai preso”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (12), que o Brasil precisa de “tranquilidade e verdade”. Em evento de comemoração à inauguração da exportação de carnes para a China na planta da JBS em Mato Grosso do Sul, o chefe do Executivo afirmou que se pudesse assinaria um decreto para proibir a mentira no país. A fala ocorre em um momento em que governistas intensificam o debate com opositores sobre a disseminação de fake news e regulação de redes sociais.

“Esse país precisa de tranquilidade e verdade. Se eu pudesse eu faria um decreto: é proibido mentir, quem mentir vai ser preso. A gente não pode viver subordinado à mentira, maldade e intriga. A mãe quer tranquilidade para cuidar dos filhos”, disse Lula, que foi recebido pelos empresários Wesley e Joesley Batista, ambos que já foram investigados pela Polícia Federal.

Durante o evento, Lula fez um embarque simbólico do primeiro lote de carne que será exportado para a China. O “carimbo” do governo chinês era necessário para o gigante asiático comprar os produtos brasileiros. Desde o começo de 2023, o governo federal abriu 105 novos mercados para produtos da agropecuária brasileira, sendo 49 em países que não tinham relações comerciais com o Brasil.

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o pontapé inicial para a abertura dos mercados se deu pelas viagens que Lula fez ao longo de 2023. Fávaro ainda criticou o governo Jair Bolsonaro, que deixou de estreitar laços com diversos países por questões políticas, ou “picuinhas”.

“O presidente me disse que em 2023 que ia viajar o mundo restabelecendo boas relações diplomáticas, reconectando o Brasil com o mundo. o Brasil não tem contencioso com nenhum país, mas infelizmente ficou distante das oportunidades, por picuinhas construídas nos últimos cinco anos. Quando a gente vê o presidente Lula fazendo mais de 20 viagens internacionais não foi para passear. Pediu que na sequência nós saíssemos juntos para que trabalhássemos a geração de oportunidades”, disse o ministro.

Ao discursar, Lula complementou a fala de Fávaro ao falar sobre as mais de 20 viagens internacionais que realizou desde o começo do mandato. Segundo o presidente, entre reuniões bilaterais e multilaterais, se encontrou com mais de 110 chefes de Estado.

“Quando eu volto para o Brasil eu falo para os ministros: preparem a bolsa de vocês, coloquem o que o Brasil tem para vender embaixo do braço e vá viajar o mundo. Porque ministro em Brasília só sabe pedir mais dinheiro para o ministério dele, aí eu digo para eles viajarem o mundo para vender o produto do ministério”, disse Lula.

Ao discursar, Lula também ironizou comentários de adversários que dizem que “ele tem sorte”, e afirmou que além da boa sorte, possui competência e é assessorado por gente competente. “Quem é que quer casar com mulher ou homem que só tenha azar? Fazer negócio com um cara que só tenha azar? Quem quer contratar um goleiro que só tem azar?”, disse o presidente em tom de brincadeira.

Com a ampliação do pátio da JBS e o carimbo chinês para os novos frigoríficos, a empresa vai dobrar o número de colaboradores de 2.300 para 4.600. Além disso, o novo mercado deve gerar um acréscimo de R$ 10 bilhões na balança comercial nacional.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que a nova planta da JBS vai trazer mais emprego e renda para Mato Grosso do Sul e para o país como um todo com as exportações.

“Essa planta significa mais exportação, o que significa abrir o mercado brasileiro para o mundo. Vamos exportar mais, e vamos ter mais emprego gerado aqui. Com isso teremos mais renda no comércio, e consequentemente mais emprego sendo gerado em uma economia circular”, disse a ministra.

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