O eventual fim da escala de trabalho 6×1 pode elevar em até 8% o valor das passagens de ônibus no Brasil. A estimativa foi feita pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), que analisou os impactos da redução da jornada semanal de 44 para 40 horas no transporte público.

O levantamento considera que os custos com salários e encargos representam cerca de 50% dos gastos de operação do sistema. Como o transporte público funciona todos os dias da semana, a mudança exigiria a contratação de mais trabalhadores, aumentando as despesas das empresas.

Segundo o diretor de Gestão da NTU, Marcos Bicalho, o cálculo que chegou ao percentual de até 8% leva em conta a necessidade de ampliar em aproximadamente 15% o número de profissionais envolvidos na operação, incluindo motoristas, cobradores e equipes de manutenção.

Em Curitiba, o sistema de transporte coletivo conta atualmente com pouco mais de 2,5 mil motoristas. Hoje, os passageiros pagam a tarifa social de R$ 6, enquanto a tarifa técnica, repassada às empresas que operam o serviço, gira em torno de R$ 8. A diferença é coberta pela Prefeitura de Curitiba por meio de subsídios.

A Urbs reconhece que, um eventual aumento nas despesas com funcionários, pode elevar a tarifa técnica e ampliar a necessidade de subsídios do poder público.

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