O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comunicou que a partir de amanhã, 1° de julho, o governo acabará com o subsídio por litro do diesel, medida criada para conter os impactos da Guerra no Irã nos preços do combustível brasileiro.
A declaração foi dada nesta terça-feira (30) em Brasília, durante entrevista coletiva dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, e da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
“Estamos anunciando que a partir de amanhã, portanto a partir do mês de julho – nós vamos fazer sempre com cuidado, a ainda alguma incerteza no futuro em relação à guerra – nós já estamos tirando a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel”, disse o ministro.
Governo anuncia fim de subsídio de R$ 0,35 por litro do diesel — e pode não parar por aí
Segundo o ministro da Fazenda, o governo foi atento para colocar o auxílio e também será para retirá-lo, em referência à evolução das negociações de um acordo de paz entre o Irã, Estados Unidos e Israel. A decisão, revelou Durigan, será oficializada por uma portaria, que será publicada na quarta-feira, com efeito imediato.
“A gente não vai parar por aqui. Está em avaliação a outra subvenção do diesel, que é uma subvenção de R$ 1,15 e também em especial da subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina”, revelou o ministro.
Durigan acrescentou que, “muito em breve”, o governo anunciará a retirada ou o início de uma retirada gradual da subvenção da gasolina.
Desde o início da guerra, o governo federal tem concedido um subsídio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel; de R$ 0,44 por litro da gasolina e de R$ 11,00 por botijão de gás de 13 quilos. A medida foi oficializada após a crescente tensão no Oriente Médio, que pressionou a inflação doméstica — o objetivo do governo era minimizar os impactos do conflito na economia brasileira.
Subsídio do diesel já gerou gasto de R$ 1 bilhão aos cofres públicos
Ao Estadão, o ministério da Fazenda informou que o governo já gastou R$ 1,003 bilhão com os subsídios ao diesel.
Apesar do avanço das negociações para um acordo entre norte-americanos e iranianos, Durigan afirma que o governo está “constantes conversas” para analisar diariamente os níveis dos preços dos combustíveis.


















